Em 1990, então na quarta série, com 10 anos de idade, leitor das histórias em quadrinhos do recruta zero, fui incentivado por duas pessoas a ler livros, minha mãe Carlucia e minha professora Nair. Fui a biblioteca comunitária e abri uma ficha, a pedido de minha mãe, pegar um livro era um desafio e crianças gostam de figuras e poucas palavras, então fiquei com "A maior boca do mundo", creio que era esse, depois ao fim do livro vim a descobrir que era a boca da noite, mas aquilo me abriu caminhos, nessa mesma biblioteca lia toda semana ao menos um livro, todos os da série vagalume que tinha lá, gostava mais dos do autor "Marcos Rey".
Com a professora Nair, que considero uma das mais especiais, foi um por bimestre, "A montanha encantada", "A mina de ouro", "Cachorrinho Samba" e "O cachorrinho samba na floresta", todas com avaliações que só nos contentavamos se fosse A, pois 9,75 era B+. Essa prática de cobrar leituras só foi repetida no 1º EM, pela professora Inês, nessa fase os livros eram de literatura, compravamos em dois alunos, como eram quatro bimestre, fiquei com "O Ateneu" e "Dom Casmurro", que tenho até hoje guardados.
Destaco também a FAFIPA, as famosas três leituras que com o tempo e o treinamento poderiam ser feitas juntas, textos e livros que tinhamos que ler com o dicionário do lado e às vezes até irmos à biblioteca consultar o de economia ou de filosofia.
Devo muito a todos aqui citados, se me tornei um leitor proficiente, que possa ler nas entrelinhas, agradeço aos meus incentivadores. Claro que procuro também fazer com que meus alunos tomem gosto pela leitura sugiro alguns que tenha lido e gostado, "O principe" de Maquiavel em História e "Cinco Minutos" como leitura por gosto, como exemplos.
Poxa vida me lembro de quando entramos na Biblioteca Cecília Meirelles pela primeira vez maninho! Quem diria que depois daqueles fantoches os dois estaríamos totalmente engajados na educação, e mais ainda eu estaria trabalhando em uma biblioteca universitária!?!
ResponderExcluirBeijos,
Te amo!